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Um introdução à Escrita de Sinais: você sabe o que é?

Um introdução à Escrita de Sinais: você sabe o que é?

Alessandra Ayres

As línguas de sinais não têm uma escrita oficial e até pouco tempo não havia essa preocupação. Partindo da premissa que os surdos também precisam escrever na sua língua, fazendo o registro de grafismo e suas expressões linguísticas, assim como os ouvintes fazem quando utilizam as línguas orais, iniciou-se estudos relacionados a forma de registro desta língua. Realmente é indiscutível a importância da escrita para o desenvolvimento da cultura da humanidade. Com base nas práticas pedagógicas desenvolvidas na Escola Especial para Surdos Frei Pacífico, especialmente nas turmas de alfabetização, acreditamos que os surdos e as comunidades surdas também precisam de uma escrita na sua língua. O SignWriting foi criado por Valerie Sutton, em 1974, a pedido de um grupo de estudiosos pesquisadores de Copenhague que estavam procurando uma forma de registro para as línguas sinalizadas. Houve várias modificações e ajustes nessa escrita até os dias atuais. Esse sistema de escrita foi a modificação da DanceWriting também criada por Valerie Sutton, para o registro de passos de dança, conforme a figura 1.

Figura 01

Aqui no Brasil, as pesquisas iniciaram com Marianne Stumpf com a sua tese de doutorado “Aprendizagem da escrita de língua de sinais pelo sistema SignWriting: língua de sinais no papel e no computador”. Em 1996 fez a tradução para a ELS – Escrita da Língua de Sinais do Livro A Menina chamada Kauana conforme a figura 2. 

Figura 02

A partir deste ano, os textos na Escrita da Língua de Sinais (ELS) despertaram o interesse de surdos e profissionais ligados à educação e pesquisa. Afinal, o uso desta escrita mostrou ser capaz de expressar todos os parâmetros presentes na língua de sinais, expressando os recursos gramaticais e suas modulações visuais-espaciais, incorporadas nos sinais. Na Escola Frei Pacífico, o primeiro contato com a ELS foi através da Profa. Marianne Stumpf que trabalhou nos anos 2000 e 2001 como professora de Informática para turmas de Jardim à quarta série utilizando softwares educativos e o editor de textos para Língua de Sinais SignWriting. Em 2003, a Professora Marianne realizou sua pesquisa de doutorado na escola, com alunos selecionados da segunda série com idades de oito a dez anos na época. A partir daí os docentes seguiram realizando pesquisas, estudos e práticas ligadas à ELS.

A Escola Especial Para Surdos Frei Pacífico é sem dúvida uma das grandes referências no uso efetivo da ELS-Escrita da língua de Sinais como apoio no ensino e aprendizado do português (modalidade escrita) na educação de surdos nas turmas dos anos iniciais.   É um local referência, também para pesquisa da prática com essa escrita, para os alunos de diferentes Estados, mestrandos e doutorandos que têm como tema do seus projetos de pesquisa a ELS -Escrita da Língua de Sinais. 

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